Os dias começaram a escorrer uns dentro dos outros, iguais e silenciosos, como se a fazenda tivesse decidido me poupar de qualquer sobressalto. Adriano simplesmente desapareceu da minha rotina. Eu não o via mais pela manhã, não o encontrava à noite, não ouvia o som dos passos firmes no corredor nem a voz ríspida atravessando a casa.
Mundico e Quitéria falavam dele em frases soltas, enquanto o café passava ou enquanto a louça era lavada.
— O patrão anda que não para — dizia Mundico, coçando a ba