Quando acordei, o silêncio era outro. Não o silêncio sufocante do furgão, mas um silêncio acolhedor. Abri os olhos devagar, com medo do que encontraria e doeu me mover. Entendi naquele momento que estava no hospital. Um alívio tão grande me atravessou que meus olhos se encheram de lágrimas antes mesmo que eu percebesse.
Virei a cabeça lentamente e parecia que a cena se repetia. Adriano estava ali. Embora a situação fosse outra, ele era sempre o herói que me salvava do perigo.
Adriano se aproxi