Eu acordei com o corpo inteiro doendo, como se tivesse sido atropelada. A primeira sensação foi a da cabeça latejando, uma dor surda, profunda, que parecia pulsar no ritmo do meu coração.
Tentei levar a mão à testa e não consegui. Foi aí que o pânico começou a se infiltrar, devagar, como um veneno frio.
Minhas mãos estavam amarradas à frente do corpo, presas por cordas grossas, ásperas, que queimavam a pele a cada movimento involuntário. Tentei mexer as pernas. Nada. Os pés também estavam amarr