CORINGA (Arthur)
O hospital cheirava a antisséptico e morte, um contraste violento com o cheiro de pólvora e asfalto que eu carregava na pele. Eu entrei na recepção como um demônio, o fuzil pendurado no ombro e as mãos ainda manchadas com o sangue seco da Helena. Meus homens ficaram do lado de fora, formando um cerco que fazia os seguranças do hospital desviarem o olhar, trêmulos.
— ONDE ELA ESTÁ?! — rugi, batendo no balcão de vidro.
— Senhor, o senhor não pode... — a recepcionista come