O ar no galpão abandonado na divisa entre o morro e a cidade era denso, cheirando a mofo e óleo queimado. Rafael estava amarrado a uma cadeira de metal, o rosto inchado pelos socos que já recebera de um dos homens de Arthur. Ele soluçava, o medo superando a arrogância de playboy.
Arthur entrou lentamente. A atmosfera mudou instantaneamente; seus homens se curvaram ligeiramente, abrindo passagem. Ele não trazia pressa, apenas uma fúria contida que emanava de cada movimento. Ele parou diante de R