NARRADORA
Helena correu. O ar frio da madrugada batia no seu rosto, mas não era o suficiente para apagar o calor da vergonha. Ela desceu a ruela que levava à casa da tia Amanda, mas as pernas falharam no meio do caminho. Ela desabou em uma calçada de cimento áspero, escondendo o rosto nos joelhos.
— HELENA! — O grito de Laura veio do fim do beco.
Ela e Vitória estavam descendo a ladeira, ainda com as roupas do baile, visivelmente preocupadas. Quando viram Helena naquele estado, correram at