O clima no quarto era sufocante, carregado com o cheiro do perfume de Helena que ainda flutuava no ar e o odor metálico do ódio de Vanessa. Eu sentia o sangue pulsar nas minhas têmporas, uma batida ritmada que pedia por violência.
O som dos passos de Helena morrendo no corredor foi como o estopim de uma bomba. Eu me levantei da cama, sem pressa, mas com uma aura que fez o sorriso vitorioso de Vanessa vacilar por um breve segundo. A nudez não me deixava vulnerável; pelo contrário, as cicatrizes