Maya narrando Hoje o dia começou estranho. Quando cheguei à cafeteria, havia um arranjo de orquídeas brancas tão grande em cima do balcão que quase não se via a máquina de café. Não havia cartão, mas eu não precisava de um para saber quem as enviou. O perfume era caro, opressor... era a cara dele. — Ele não desiste, não é? — perguntou a Chloe, minha colega de trabalho, dando uma cotovelada amigável no meu braço enquanto ajeitava os fones no balcão. — Maya, o homem é um deus grego e está literalmente jogando dinheiro aos seus pés. O que você está esperando? — Não estou esperando nada — respondi, pegando o arranjo pesado e colocando-o no chão, atrás do balcão. — Flores são bonitas, Chloe, mas não compram o meu tempo. Eu me sentia inquieta. Arthur é como uma tempestade que você vê chegando ao longe: é hipnotizante, mas você sabe que deve procurar abrigo. Eu sinto uma atração por ele, um calor que sobe pelo meu pescoço toda vez que ele entra aqui, mas não é amor. É... uma curiosidade
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