MayaEu viro a chave na fechadura e entro no apartamento, sentindo o alívio imediato de estar em meu próprio espaço. O aroma de café fresco e bolo de canela me recebe instantaneamente, limpando um pouco da tensão daquela estufa sufocante. Minha mãe, Julian , está sentada no sofá com as pernas encolhidas, checando seu cronograma de voos no celular. Ela veste as calças do uniforme da companhia aérea, mas já tirou o lenço do pescoço. Como comissária de bordo, a rotina dela é intensa, mas ela sempre dá um jeito de não estar sempre ausente. A nossa relação é maravilhosa, o meu verdadeiro porto seguro.Quando me vê, um sorriso enorme ilumina o seu rosto, mas logo se transforma em uma expressão de preocupação.— Querida! Você chegou mais tarde hoje — ela diz, levantando-se rapidamente para me dar um abraço apertado. Quando nos afastamos, ela segura meus ombros e me analisa. — O que aconteceu? Seus lábios estão vermelhos e você parece ter visto um fantasma. — O dia na empresa foi um caos, mã
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