Maya narrando
Passei a noite em claro, andando de um lado para o outro no quarto. Meus lábios ainda formigavam, e a sensação dos dedos de Arthur cravados na minha nuca parecia gravada na minha pele. Eu estava com raiva. Com raiva dele por ser tão invasivo, mas infinitamente mais intrigada e furiosa comigo mesma por ter cedido àquele maldito beijo.
Na manhã seguinte, cheguei à cafeteria Páginas de Mel com olheiras profundas e o humor no chão. Peguei o avental, determinada a focar no trabalho