Maya narrando
O tilintar dos talheres de prata contra a porcelana fina parecia ecoar na minha cabeça. Eu estava rígida na cadeira, esperando o início de um interrogatório ou olhares de desprezo que justificassem a minha raiva. Mas o que recebi foi o oposto.
— Não fique tão tímida, querida. Coma mais um pouco — Beatrice, a mãe de Arthur, inclinou-se em minha direção com um sorriso doce, servindo-me uma taça de vinho cujo rótulo eu nem sabia pronunciar. — Sei que o silêncio deles pode parece