O portão do condomínio se abriu lentamente, e Sebastian entrou com o carro ainda acelerado demais para aquele horário.Estacionou de qualquer jeito, desligou o motor, mas não desceu.A imagem de Helena não saía da sua cabeça.O jeito como ela falava.O nervosismo disfarçado.O perfume que ainda parecia impregnado no banco do passageiro.— Droga… — murmurou, passando a mão pelo rosto.Dentro da mansão, tudo estava silencioso. Seu pai ainda não havia chegado de viagem, e como sempre, a casa parecia grande demais para alguém que nunca soube o que era dividir sentimentos.Subiu para o quarto, tomou um banho rápido, mas nem a água fria conseguiu afastar os pensamentos.“Dez anos de relacionamento…”Aquela frase de Marcos ecoava como um desafio.Enquanto isso, no apartamento, Helena estava sentada na cama, com o pé apoiado em uma almofada, o coração ainda acelerado.— Você viu a cara dele? — disse Marcos, rindo. — Parecia que tinha perdido um prêmio.— Marcos, para… — Helena jogou uma almof
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