Mundo ficciónIniciar sesiónO portão do condomínio se abriu lentamente, e Sebastian entrou com o carro ainda acelerado demais para aquele horário.
Estacionou de qualquer jeito, desligou o motor, mas não desceu. A imagem de Helena não saía da sua cabeça. O jeito como ela falava. O nervosismo disfarçado. O perfume que ainda parecia impregnado no banco do passageiro. — Droga… — murmurou, passando a mão pelo rosto. Dentro da mansão, tudo estava silencioso. Seu pai ainda não havia chegado de viagem, e como sempre, a casa parecia grande demais para alguém que nunca soube o que era dividir sentimentos. Subiu para o quarto, tomou um banho rápido, mas nem a água fria conseguiu afastar os pensamentos. “Dez anos de relacionamento…” Aquela frase de Marcos ecoava como um desafio. Enquanto isso, no apartamento, Helena estava sentada na cama, com o pé apoiado em uma almofada, o coração ainda acelerado. — Você viu a cara dele? — disse Marcos, rindo. — Parecia que tinha perdido um prêmio. — Marcos, para… — Helena jogou uma almofada nele. — Isso não tem graça. Mas tinha. Ela sabia que tinha. Pois Marcos era como um irmão, desde os seus 8 anos de idade. Mesmo não demonstrando no fundo, algo nela também tinha mudado ao ver Sebastian tão de perto. O herdeiro. O homem que sempre esteve ali, a poucos metros de distância, a vida inteira… E que nunca tinha realmente tinha olhado para ela. — Ele não pode saber, Marcos. Nunca. — disse mais séria. — Se ele descobrir que eu moro na mesma propriedade que ele… que minha mãe trabalha para o pai dele… — Relaxa, maninha. Pra ele, você é só uma garota da faculdade. Ela engoliu em seco. Sabia que não era só isso. No dia seguinte, a universidade parecia diferente. Helena caminhava pelo campus mancando levemente, quando sentiu um arrepio estranho e borboletas em sua barriga. — Helena. A voz. Ela reconheceria aquela voz em qualquer lugar. Virou devagar. Sebastian estava ali, encostado no carro, com óculos escuros, sorriso contido e aquele ar de quem sempre tinha tudo sob controle. — Bom dia… — ele disse, tirando os óculos. — Seu pé está melhor? O perfume delicioso que ele usava chegou antes dele que se aproximava dela. — Está… — ela respondeu, tentando parecer normal. — Obrigada por ontem. Ele se aproximou um pouco mais. Perto demais. — Eu fiquei pensando em você a noite toda. — disse, sem rodeios. Helena sentiu o estômago revirar. — Sebastian… — Eu sei que você tem namorado. — ele interrompeu. — Mas isso não muda o fato de que eu quero te conhecer. Janta comigo? Ela desviou o olhar. Porque se ele continuasse olhando daquele jeito, ela não tinha certeza se conseguiria continuar fingindo, ou mesmo segurar a risada. Helena por um segundo pensou em todas as mulheres lindas que via em momentos íntimos a beira da piscina da mansão com Sebastian, ele tinha uma para cada dia da semana, as vezes duas no mesmo dia, isso causou repulsa. Sem saber… Sebastian sempre esteve mais perto do que imaginava. Literalmente do outro lado do jardim. - não posso! Preciso ir... -Helena! Sai comigo, vai. Você nem me conhece eu sou legal. Tá, eu aceito, só essa vez e é só um jantar! Que fique bem claro. Sebastian se afastou com as mãos para cima como quem se rendia, porém com um sorriso enorme de um vitorioso.






