O jantar (parte 2)

Sebastian ficou paralisado por um segundo enquanto olhava Helena. Até que percebeu que teria de ser cavalheiro desceu correndo para abrir a porta.

Ela vinha em sua direção com passos lentos, usando um vestido simples vermelho, mas que marcava o corpo de um jeito perigoso. ela sabia o quanto era bonita, quadril largo e cintura fina, seios fartos. O cabelo solto balançava levemente com o vento, e o perfume dela chegou antes mesmo que ele abrisse a porta do carro.

— Vamos senhorita Helena… Ele disse, tentando soar casual.

— Achei que iria passar direto, como quase fez da última vez. Helena respondeu, com um sorriso no rosto pela brincadeira que acabava de fazer.

Sebastian sorriu de canto, pois os dois sabiam com o que ele havia se distraído ao estacionar.

— Você é sempre tão ruim em estacionar?

- Não, mas pelo menos eu sei onde chutar um carro para não me machucar.

os dois riam bastante.

Entraram no carro. Assim que Helena se sentou, ele sentiu o espaço diminuir. Não fisicamente mas algo no ar mudou. Estava mais quente. Mais denso. Sebastian ligou o carro, mas demorou a arrancar.

— Você sempre deixa as pessoas assim… sem saber o que fazer? Ele perguntou, olhando para frente.

— Assim como?

— Com vontade de te olhar e ao mesmo tempo fingir que não está.

Helena sentiu o rosto queimar.

— Sebastian…

— Eu estou sendo direto. Ele disse, agora olhando para ela. Porque eu não sou bom em fingir.

Durante o trajeto, quase não falaram. Mas o silêncio era cheio de coisas: olhares rápidos, respirações mais lentas,

No restaurante, sentaram-se frente a frente. Luz baixa. Música suave. Um clima que parecia propositalmente criado para erros.

Sebastian observava tudo nela:

a boca quando sorria,

o jeito como mordia levemente o lábio ao ficar nervosa,

as mãos delicadas segurando a taça de vinho.

— Você tem ideia do efeito que causa? — ele perguntou, em voz baixa.

— Que efeito?

— Esse. Ele fez um gesto vago entre os dois.

— Essa tensão.

Helena engoliu em seco.

— Talvez seja só coisa da sua cabeça.

Sebastian inclinou-se um pouco para frente.

— Não é.

Os joelhos deles se tocaram debaixo da mesa. Nenhum dos dois se afastou.

— Você é diferente de todas as mulheres que eu já conheci. Ele continuou. — E isso me irrita.

— Irrita?

— Porque eu não consigo te ler. Não sei se você quer fugir de mim… ou se quer exatamente o mesmo que eu.

Helena sustentou o olhar dele por alguns segundos.

— E o que você quer, Sebastian?

Ele demorou a responder.

Aproximou-se mais, a ponto de Helena sentir a respiração dele.

— Eu quero parar de fingir que esse jantar é só um jantar.

O coração de Helena batia tão forte que ela tinha certeza de que ele conseguia ouvir.

— E eu quero descobrir… ele completou, em tom baixo e controlado — até onde você está disposta a ir comigo.

Helena não respondeu ficou corada pois sabia que mais um segredo se formava, mais um segredo que ela teria que esconder.

Mas também não se afastou.

E, naquele momento, Sebastian só pensou em uma coisa:

não importava quem fosse Helena,

de onde ela vinha, se era ou não casada.

Ele já não queria mais apenas conhecê-la.

Ele queria tê-la.

Não só em sua mente, mas em seu corpo e em sua vida.

E isso, para Sebastian Ferraz,

era o tipo mais perigoso de desejo.

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