Dona Bil observava Helena em silêncio enquanto ela mexia a comida no prato sem apetite.
— O que você estava conversando tão baixinho com o filho do patrão, hein? Perguntou, tentando soar casual.
— E por que vocês dois estavam com aquela cara de velório?
Helena suspirou.
— Nada, mãe… coisa da faculdade.
Dona Bil a encarou por alguns segundos, séria.
— Helena, escuta sua mãe. Disse, baixando a voz. — Homem rico vive em outro mundo. Eu sei porque vivi isso na pele.
— Teu pai também prometia tudo… e no fim fui eu que te criei sozinha.
As palavras doeram mais do que Helena queria admitir.
— Eu só não quero que você sofra como eu sofri.
Helena assentiu, mas por dentro já estava sofrendo.
[...]
Semanas depois
Sebastian simplesmente… sumiu.
Helena passou dias observando os corredores da universidade. O jardim onde se encontraram.
A biblioteca, o estacionamento onde quase foi atropelada por ele e nada.
Até que um dia viu, de longe, Sebastian saindo da mansão com uma pequena mala. Ele não olho