No dia seguinte, a universidade parecia diferente para Sebastian. Não era o campus que tinha mudado. Era ele, Helena não respondia suas mensagens desde a manhã.
Nenhum “bom dia”.
Nenhuma explicação.
Nada.
Sebastian atravessava os corredores com a mente girando. A imagem dela saindo do elevador, as palavras duras, o olhar ferido… aquilo não combinava com a mulher da noite anterior.
“Ela tem mais a ver com você do que eu.”
“Sua classe de herdeiros.”
Foi aí que a ficha começou a cair.
— Não é outro homem… murmurou para si mesmo.
— É isso. É a Classe.
Diferença.
Ela achava que não pertencia ao mundo dele.
Sebastian a avistou do outro lado do pátio, sentada sozinha, com livros no colo e fones no ouvido. O coração dele acelerou. Sem pensar duas vezes, foi atrás.
— Helena!
Ela fingiu não ouvir.
Ele segurou de leve o braço dela.
— Helena, espera.
Ela se soltou devagar.
— O que você quer agora, Sebastian?
— Falar com você. Sem plateia.
Ela hesitou, mas acabou seguindo-o até um corredor mais