A cobertura

O vinho continuou chegando à mesa sem que Helena percebesse exatamente quantas taças já tinha tomado.

Não estava bêbada.

Mas estava leve.

Mais solta.

Rindo mais alto do que de costume.

Sebastian observava cada detalhe, com um sorriso discreto no rosto.

— Acho que você não está acostumada a beber — comentou.

— Acho que eu não estou acostumada a você. Ela respondeu, sem pensar.

Ele arqueou a sobrancelha.

— Isso foi perigoso, Helena.

Ela riu, apoiando o queixo na mão.

— Você gosta de perigo.

Sebastian não respondeu. Apenas levantou-se e estendeu a mão. -Me conceda essa dança?

Helena pegou sua mão e os dois dançaram lentamente, sentindo o corpo um do outro, a respiração, os perfumes. até que Sebastian para olhando nos olhos de Helena, e que olhos lindos de cor âmbar, a maquiagem destacava aquele lindo olhar. E disse:

— Vamos sair daqui.

— Pra onde?

— Pra um lugar mais silencioso.

Helena hesitou por meio segundo.

Mas aceitou.

A cobertura de Sebastian era absurda.

Vidros do chão ao teto, luzes da cidade inteira refletidas, silêncio elegante, cheiro de perfume caro e algo mais… algo que era só dele.

Helena entrou devagar, olhando em volta.

— Isso é… irreal.

— É só um lugar — ele disse, fechando a porta do elevador atrás deles.

— O que importa é quem está dentro.

O ar ficou pesado.

Helena caminhou até a janela, apoiando as mãos no vidro, sentindo a cabeça girar levemente por causa do vinho.

Sebastian se aproximou por trás, sem tocá-la.

— Você está bem? — perguntou baixo.

— Estou… só um pouco tonta.

Ele colocou a mão na cintura dela, instintivamente, para firmá-la.

O toque.

Foi aí que tudo mudou.

Helena fechou os olhos por um segundo.

Sebastian sentiu o corpo dela reagir.

A respiração dos dois ficou descompassada.

— Helena… Ele murmurou, agora muito perto do ouvido dela.

Ela virou-se de frente para ele.

Estavam a centímetros.

A mão dele ainda na cintura.

A dela no peito dele, sem perceber quando colocou ali.

Sebastian inclinou-se devagar, como se estivesse dando a ela todas as chances de recuar.

Helena não recuou.

Mas quando sentiu os lábios dele quase encostarem nos seus… ela parou.

Colocou a mão no peito dele.

— Não… Sebastian, eu não posso.

Ele franziu a testa, confuso e claramente frustrado.

— Não pode… por causa do Marcos?

Helena respirou fundo.

— Não. Não é por causa dele.

— Então você é casada? Ele perguntou, direto.

— Não.

Sebastian sentiu um alívio imediato, quase físico.

— Então qual é o problema, Helena? A voz dele estava baixa, carregada.

— Você quer, eu quero… o que está te impedindo?

Ela desviou o olhar.

O vinho tinha tirado parte do controle.

Mas não o suficiente para fazê-la destruir tudo.

— Eu não posso te explicar agora. Disse, sincera. — Se eu te contar… nada mais vai ser como antes.

Sebastian ficou em silêncio por alguns segundos.

Depois passou a mão pelos cabelos, visivelmente tenso.

Helena vendo aquele homem, naquela situação, pegou a coragem do vinho e disse - Que se dane! Foi acelerada até Sebastian o beijando, Sebastian a envolveu com seus braços fortes, Helena era tão pequena dentro do seu abraço, mesmo de salto alto seu 1,51 não fazia a chegar nem perto da altura de Sebastian que tinha seus belos 1,92 cm de altura. O beijo de Sebastian era intenso, desesperado e excitante. Já Sebastian estava agora mais intrigado, pois Helena tinha um beijo meigo, doce como de alguém apaixonado, muito delicado mais com perfeito encaixe em sua urgência de tê-la.

Sebastian a jogou no sofá, começou a beijar seu pescoço, quando abaixou a alça do seu vestido desceu beijando até chegar em seu colo já visualizabdo aqueles seios fartos e excitados pois o vestido revelava a excitação. Helena o empurra e diz - Para! Eu não posso, vou embora.

— Como assim Helena?? Então você me deixa chegar até aqui… fez um gesto entre os dois e para no limite?

— Eu estou tentando te proteger.

— Ou está se protegendo de mim?

Helena não respondeu.

Porque, no fundo, era as duas coisas.

Sebastian se afastou alguns passos, respirando fundo.

— Ótimo. Disse, com um sorriso torto. Você não é casada, não é comprometida… mas tem um segredo grande o suficiente pra me manter longe.

Helena assentiu.

— Eu só te peço uma coisa: não me pressione.

Ele a encarou por alguns segundos longos.

Depois se aproximou de novo, dessa vez sem tocar.

— Isso só me deixa com mais vontade de você, Helena.

Ela engoliu em seco.

Porque sabia. Sabia que tinha acabado de entrar no jogo mais perigoso da sua vida.

E que agora… Sebastian Ferraz não iria descansar

até descobrir exatamente por que não podia tê-la.

- Preciso ir.

- Eu te levo.

- Não, não se incomode você já está em casa, eu pego um táxi.

- Helena, você não vai sozinha a essa hora, ou eu te levo ou você fica aqui. Eu não toco em você ok?

Helena assentiu.

- Certo! Vou preparar uma camisa pra vc dormir e a cama, eu durmo no sofá e não aceito não como resposta! Antes que Helena pudesse abrir a boca ele já havia resolvido tudo.

[...]

Na manhã seguinte Helena acorda com o som da campainha, Sebastian está no banho. Então resolve abrir dando de cara com Stefany.

- o que você faz aqui e com as roupas do meu namorado? Responde sua Vagabunda!

Helena junta suas coisas no sofá e pensa onde eu me meti, por que fui dar moral a um homem imoral desse, ainda bem que não passei do meu limite ontem a noite.

Sebastian aparece na sala. - Stefany?

- Eu já vou!

- Espera Helena eu te levo...

- Não precisa. Disse fechando apertando o elevador.

Vai elevador, colabora me tire logo daqui.

- Helena, deixa eu explicar.

- Não se preocupe senhor Ferraz, ela tem mais a ver com você do que eu, corra atrás dela que pertence a sua classe de herdeiros! O elevador se fecha e Sebastian fica intrigado.

Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App