Marcos passou quase uma hora tentando convencer Helena pelo telefone.
Ela estava sentada em sua cama, abraçando as próprias pernas, olhos inchados de tanto chorar.
— Lena… eu vi. Eu juro que vi tudo. Ele dizia, com a voz calma, mas firme.
— Ele não encostou nela. Não houve traição.
Helena balançava a cabeça.
— Marcos, eu vi com meus próprios olhos…
— Você viu uma cena montada. Ele a interrompeu.
— E eu vi o que veio antes e depois.
Ela ficou em silêncio.
— Sebastian estava destruído. Marcos continuou. — Falando de você como se fosse a única coisa que importasse.
E… — ele hesitou... Ele te ama, Helena. De verdade.
Helena sentiu o peito apertar.
— Não fala isso… sussurrou.
— Eu não falaria se não fosse verdade. .
— Dá uma chance pra ele te explicar. Só uma, pra que ele mesmo te mostre tudo.
Helena respirou fundo, sentindo a cabeça pesada.
— Eu preciso… de ar.
Levantou-se e saiu para o pequeno jardim lateral da casa, aquele onde quase ninguém ia. Precisava organizar os pensamentos. O