Vontade de ir, mesmo querendo ficar.
Helena não sabia quanto tempo ficou ali, abraçada a Sebastian, sentindo o peito subir e descer de forma descompassada.
Tudo nela tremia.
Não era só pelo Enzo.
Era por Sebastian.
Porque, pela primeira vez, alguém tinha visto sua dor… e não tinha recuado.
— Desculpa você ter visto isso… ela murmurou, ainda com o rosto escondido no peito dele.
Sebastian passou a mão lentamente pelos cabelos dela.
— Não me peça desculpa por coisas que você não causou.
Helena se afastou um pouco, enxugando as lágrimas.
— Ele sempre aparece quando acha que eu estou feliz. Disse em voz baixa.
— Como se tivesse direito sobre mim.
O maxilar de Sebastian se contraiu.
— Ele não tem. Nunca teve.
O silêncio entre eles voltou, mas agora era diferente. Carregado. Denso. Cheio de coisas não ditas.
Helena levantou os olhos.
E encontrou o olhar de Sebastian preso no dela.
Não havia pena ali.
Havia desejo e curiosidade.
E algo mais perigoso: necessidade.
— Você faz ideia de como mexe comigo? Ele perguntou, a voz mais