Os dias seguintes foram estranhos.
Intensos demais para serem normais.
Calmos demais para serem seguros.
Sebastian e Helena passaram a se ver todos os dias. Almoçavam juntos. Estudavam juntos. Andavam pelo campus como se já fossem algo que ainda não tinham coragem de nomear.
E toda vez que ficavam sozinhos… O clima mudava.
Na terceira noite, estavam na cobertura dele de novo.
A cidade brilhava do lado de fora, mas Helena mal percebia. Estava sentada no sofá, com as pernas dobradas, enquanto Sebastian preparava vinho na cozinha.
— Você percebe que essa casa virou nosso ponto fraco? Ela comentou, tentando soar leve.
Sebastian se aproximou, entregando a taça.
— Eu percebo que você vira meu ponto fraco em qualquer lugar. Ela riu, nervosa.
Sentaram próximos demais. Ombro com ombro. Joelhos se tocando.
O silêncio voltou a se instalar. Sebastian levou a mão até o rosto dela, devagar, como se pedisse permissão com o toque.
— Helena…
Ela fechou os olhos quando sentiu os lábios del