Mundo ficciónIniciar sesiónHelena passou o resto do dia inquieta.
Tentava prestar atenção nas aulas, mas sua mente insistia em voltar para o mesmo lugar: o sorriso de Sebastian. O convite. O jeito como ele a olhava, como se ela fosse algo raro. — Só um jantar… Repetia para si mesma, como se aquilo fosse suficiente para acalmar o coração. Mas não era. Quando a noite chegou, Helena voltou para a propriedade. Estacionou no local para funcionários e entrou discretamente pelo portão lateral, como sempre fazia desde criança. O caminho de pedras até a pequena casa dos fundos parecia mais curto naquela noite — ou talvez fosse só a ansiedade. Sua mãe estava na cozinha. — Chegou cedo hoje, filha. Disse Dona Bil, sorrindo. — Seu pé melhorou? — Sim, já está 100% … Helena respondeu, largando a bolsa. — Mãe… eu vou sair mais tarde e vou me arrumar na casa do Marcos. Dona Bil a olhou com atenção. — Sair? Com quem? Com Marcos? Helena hesitou por um segundo. — Com… um colega da faculdade. Não era exatamente mentira. Mas também não era toda a verdade. Terminou de arrumar suas coisas, deu um beijo na mãe e saiu para se arrumar no apartamento do amigo. Na propriedade, Sebastian terminava de se arrumar. Escolheu um terno mais simples do que os que costumava usar em eventos, algo que não gritasse “bilionário”, mesmo sabendo que era impossível esconder quem ele era. Desceu as escadas e cruzou o jardim, distraído com o celular, até ouvir uma voz familiar. — Senhor Sebastian? Ele parou. Virou-se. Era Dona Bil, a empregada mais antiga da casa, que também havia sido sua babá na infância. — Boa noite, Dona Bil. — respondeu educado. — Vai sair dona Bil, quer carona? — Vou sim, senhor. Doar umas coisas da minha filha, agora ela está na universidade e já não usa os livros do antigo cursinho. Sebastian franziu levemente a testa. — Sua filha mora aqui? — Mora sim, naquela casinha ali atrás, apontou para o fundo do terreno. Desde que nasceu. Sebastian olhou na direção indicada. A pequena casa branca. Simples. Iluminada por uma luz amarela fraca. - E qual é o nome dela? Perguntou, sem saber por quê. — É He... Antes que dona Bil completasse, Sebastian recebeu a mensagem de Helena.. Ele olhou novamente para a casa dos fundos. “Literalmente do outro lado do jardim…” "Já estou pronta." Sebastian saiu dando tchau e sorrindo para Dona Bil. -O Senhor Sebastian está animado hoje, será que festa é essa que ele vai. Pela animação deve ser uma festança daquelas de manhecer o dia. "Tão lindo meu menino, cresceu e está um homem bonito, só é muito paquerador mais isso é coisa de homem" sorriu sozinha. No caminho Sebastian se perguntava e se Helena descer acompanhada até a portaria? o que ele faria, o que falaria para seu namorado ou marido, será que moravam juntos ? aa cabeça dele estava uma perfeita confusão. chegando no endereço ele ficou paralisado por um segundo enquanto olhava Helena.






