Ponto de Vista: MayaO barulho. Nada em Porto do Silêncio me preparou para o som de cinquenta mil pessoas gritando o nome do homem que, até ontem, estava me ajudando a consertar uma estante de livros.A viagem até São Paulo foi um borrão de vidros fumês e silêncios blindados, mas o choque real veio quando cruzamos os portões do estádio. O "mundo do Leo" não era apenas barulho; era uma entidade viva, pulsante e assustadora. Eu caminhava pelos corredores de concreto frio dos bastidores, sentindo-me pequena e deslocada, enquanto via centenas de pessoas correndo com rádios, fones e crachás, todas girando em torno da órbita dele.E no centro de tudo, estava ele. O meu Leo.Ver a forma como as pessoas o olhavam me atingiu como um soco no estômago. Não eram apenas fãs; eram mulheres, lindas e impecáveis, que trabalhavam na produção ou que tinham passes VIP, cujos olhos brilhavam com uma mistura de adoração e uma fome que eu reconheceria em qualquer lugar. Elas davam em cima dele com a sutile
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