Ponto de Vista: Maya
O jardim da pousada estava imerso em um silêncio que só era quebrado pelo ritmo hipnótico das ondas contra a areia. Sentada naquele banco de madeira, sob a sombra da amendoeira, eu sentia o peso do olhar do Leonardo sobre mim. Mas não era o olhar pesado e culpado de antes; era algo novo, limpo, como o rosto dele agora.
Enquanto ele falava sobre o perdão, sobre ter mudado os termos com a gravadora e sobre querer recuperar a minha confiança, uma parte de mim — a parte raciona