Ponto de Vista: Leonardo
Minhas mãos tremiam, e não era de medo. Era a voltagem. A adrenalina de estar prestes a encarar cinquenta mil pessoas é uma droga pesada, mas o que eu sentia ali, dentro daquele camarim, era algo muito mais potente. Eu olhei para a Maya — a minha Maya, com aquele olhar de quem ainda tentava entender o tamanho do mundo em que eu vivia — e soube que não conseguiria dar um passo em direção ao palco sem tirar o "gás" dela.
Eu precisava da terra dela para suportar o céu que