Ponto de Vista: Maya
O barulho. Nada em Porto do Silêncio me preparou para o som de cinquenta mil pessoas gritando o nome do homem que, até ontem, estava me ajudando a consertar uma estante de livros.
A viagem até São Paulo foi um borrão de vidros fumês e silêncios blindados, mas o choque real veio quando cruzamos os portões do estádio. O "mundo do Leo" não era apenas barulho; era uma entidade viva, pulsante e assustadora. Eu caminhava pelos corredores de concreto frio dos bastidores, sentindo-