Ponto de Vista: Leonardo
O dia na pousada passou em uma nota mansa, mas para mim, cada hora era um ensaio para a conversa que eu sabia que precisávamos ter. Eu ajudei o Tião a organizar o estoque e passei um tempo na cozinha ouvindo as histórias da Fátima, mas meus olhos não saíam da Maya. Eu a via circular pelo café literário, ajeitando os livros com aquele cuidado quase sagrado, e me perguntava quanto tempo aquela paz duraria se eu ficasse.
Quando a noite caiu, decidimos sair. Não para fugir,