O fim do cruzeiro chegou sem aviso.Tyler percebeu isso na manhã em que o navio começou a desacelerar e o mar, antes infinito, deu lugar à linha concreta do porto. Jane estava ao seu lado, apoiada na grade, os óculos escuros escondendo parte do rosto, mas não a serenidade recente que havia se instalado entre eles.Depois da noite em que Chloe cruzara o limite, algo havia se reorganizado. Não houve grandes conversas, nem promessas. Tyler passou a procurá-la com mais constância, menos culpa. Jane, por sua vez, permitiu-se relaxar — não totalmente, mas o suficiente para continuar.Eles viveram os últimos dias do cruzeiro como quem protege algo frágil. Jantares longos, caminhadas silenciosas pelo convés, mãos dadas sem explicação. O desejo existia, mas agora vinha acompanhado de cuidado. Não era urgência. Era escolha.Quando se despediram do navio, nenhum dos dois disse que aquilo era o começo. Mas ambos sabiam que não era um fim.Os meses seguintes passaram rápidos demais.Jane voltou pa
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