Tyler acordou antes de Jane. Naquela manhã, o que o despertou foi a presença ao seu lado.
Jane dormia de lado, os cabelos espalhados pelo travesseiro, o rosto relaxado de quem não precisava fingir enquanto dormia. Tyler a observou em silêncio, sentindo uma inquietação estranha — uma mistura de paz e medo. Paz por estar ali. Medo por gostar demais.
Ele se levantou com cuidado, vestiu a camisa e abriu a cortina apenas o suficiente para deixar o azul do mar invadir a cabine. O sol começava a nascer, tingindo tudo de dourado. Pensou em Diana sem querer. Não no rosto, mas na sensação de acordar ao lado de alguém. A lembrança veio seca, sem dor imediata. Isso o assustou mais do que entristeceu.
— Você sempre acorda assim cedo?
A voz de Jane veio rouca, carregada de sono. Tyler se virou.
— Não — respondeu com honestidade. — Acho que hoje acordei diferente.
Ela se sentou na cama, puxando o lençol até o peito, os olhos ainda semicerrados.
— Diferente costuma ser bom ?
Ele sorriu de canto.
— A