Jane não estava procurando nada específico quando abriu a gaveta.Tyler viajara a trabalho naquela manhã e Jane decidira organizar o escritório — uma tarefa simples, quase mecânica, escolhida justamente por não exigir emoção.A primeira gaveta tinha papéis recentes, contratos, manuais, cartões de visita. A segunda, objetos esquecidos: cabos antigos, um relógio que não funcionava mais, chaves sem destino. Foi a terceira que ofereceu resistência. A madeira emperrou por um segundo antes de ceder, como se não fosse aberta havia muito tempo.Dentro, havia uma pasta fina, bege, sem identificação.Jane hesitou antes de puxá-la. Não era curiosidade invasiva; era mais uma sensação de que aquela gaveta não lhe pertencia completamente. Ainda assim, abriu.Fotos.Poucas, mas organizadas. Tyler e Diana em viagens, em festas, em uma casa que Jane reconheceu como sendo aquela mesma, antes de ser redecorada. Diana tinha um sorriso aberto, um tipo de alegria que parecia espontânea demais para ser ensa
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