Helena acordou com o coração acelerado, como se tivesse corrido uma longa distância durante o sono. O lençol estava levemente embolado entre seus dedos, e a sensação ainda viva em seu corpo não combinava com a luz suave da manhã que entrava pela janela. Demorou alguns segundos para lembrar onde estava, em que tempo vivia, quem era agora.O sonho — ou lembrança — ainda pulsava.Ela estava em outro lugar. Um jardim amplo, antigo, com árvores frondosas e um cheiro de terra molhada no ar. Vestia um vestido claro, de tecido leve, que dançava ao redor de suas pernas. À sua frente, Arthur — não o Arthur CEO, não o homem de agora — mas outro, com roupas de outra época, os olhos igualmente intensos, porém mais jovens, mais descobertos.Ele segurava o rosto dela com as duas mãos, como se tivesse feito aquilo mil vezes.— Eu sempre vou te encontrar — ele dizia, com a voz grave e firme. — Mesmo que o tempo tente nos apagar.Helena sentia o toque, o calor, a certeza. Sentia amor sem medo. Inteiro.
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