Helena saiu da cafeteria com passos lentos, como se o próprio corpo estivesse tentando acompanhar o peso que havia se instalado dentro do peito. O ar da rua parecia mais frio do que antes, embora o dia não tivesse mudado. Ela caminhou alguns metros sem rumo certo, apenas respirando fundo, sentindo a mistura confusa de alívio e tristeza que a acompanhava desde que se despediu de Lucas.
Ela tinha feito a coisa certa. Sabia disso. Ainda assim, doía.
Doía porque Lucas tinha sido gentil. Presente. H