Arthur sentiu o mundo parar no exato instante em que o corpo de Helena cedeu. Foi um segundo apenas — curto, rápido — mas suficiente para fazer seu coração disparar de um jeito quase doloroso. Ele largou o copo que ainda segurava e avançou a tempo de segurá-la antes que caísse completamente no chão.
— Helena! — chamou, a voz mais alta do que pretendia.
Miguel, que até então brincava no tapete da sala, levantou-se assustado.
— Tia Helena? — perguntou, com os olhos arregalados.
Arthur se ajoelhou