Acordei com o coração na garganta. Hoje era o dia. A padaria. Bruce. L. Clark tinha me dado permissão para sair — "vai, faz o que quiser, você é minha esposa, não minha prisioneira" — mas eu sabia que aquela liberdade tinha um preço. Ele estava me vigiando. Eu sentia. Vesti um jeans e uma blusa simples. Nada que chamasse atenção. Peguei o celular roubado, as provas, e saí. A padaria estava igual. O cheiro de pão quente. As mesas de madeira. O balcão onde Bruce passava as manhãs amassando farinha. Ele estava lá. Sentado numa mesa no fundo, a muleta encostada na cadeira. O rosto ainda machucado, o olho roxo, mas os olhos brilharam quando me viu. — Iza — ele disse, a voz rouca. — Bruce. Sentei na frente dele. O silêncio entre nós era pesado, cheio de coisas que não tínhamos dito. Ele sorriu. Um sorriso triste, cansado. — Cê sabe que eu sempre quis fazer bolos, né? — ele começou, a voz baixa. — Mas a droga da minha perna me impediu de realizar o meu sonho. Olhei para a muleta. Pa
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