A mansão estava silenciosa quando voltei. A porta da frente rangeu ao abrir. Clark estava na sala, um livro nas mãos, o olhar fixo nas páginas.— Onde você estava? — perguntou, sem levantar os olhos.— Na casa da minha mãe.Ele fechou o livro devagar. Levantou o rosto. Os olhos vermelhos. Ele tinha chorado.— Eu preciso te pedir uma coisa — falei, a voz firme, mesmo o coração disparado.— O quê?— Quero uma posição na sua empresa.Clark inclinou a cabeça, confuso. Depois, devagar, um sorriso amargo se formou nos lábios dele.— Por que eu faria isso? — perguntou, a voz baixa, cansada. — O que você quer, Iza? Me destruir por dentro? Roubar meus segredos?— E o que bons amigos fariam? — respondi, forçando um sorriso.Ele ficou em silêncio. O olhar dele atravessou a sala, fixo em mim. A respiração dele mudou — ficou mais lenta, mais pesada.— Eu não sou o vilão, sabia? — ele disse, a voz rouca, quebrada. — Eu só queria ser o motivo desse seu sorriso.Meu coração apertou. Clark nunca tinha
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