Maria ernanda Monteiro. Dois nomes, um sobrenome. Um pouco discordantes entre si, talvez, mas a ascendência da família Monteiro não é o que importa aqui.Fernanda estava encrencada. Encrencada até o pescoço — não, até o alto da cabeça. Afundada nos perigos de um mundo no qual havia decidido entrar sozinha. Ainda adolescente, já demonstrava uma clara inclinação para o lado errado das coisas: fugia de casa para fumar, beber até passar mal. Sua vida sexual também não era nada monótona; antes mesmo de ver a primeira mancha vermelha na calcinha, já havia dormido com alguns garotos. Deixou de ser a pequena Mafer muito rápido, sob o olhar aterrorizado de seus pais amorosos.Em uma de suas andanças, cruzou o caminho de Nicolás Di Auguro, a quem, em poucas palavras, poderíamos chamar de “o chefe”. E ele era exatamente isso: o dono absoluto da cidade. Não apenas do tráfico de drogas, armas e mulheres — mas também dos “bons”. A polícia, o capitólio, as figuras mais respeitadas, os mais altruísta
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