— Você está pronta? — perguntou Kiara.
Dani revirou os olhos. Estava deitada de barriga para cima na cama, encarando o teto enquanto falava com a melhor amiga. Vestia o pijama xadrez que todos tinham ganhado no Natal, largo demais para o seu corpo.
— Eu te disse que não me deram permissão — sussurrou ao telefone, encolhendo-se em posição fetal. Não conseguia acreditar que perderia aquela festa; uma mistura de tristeza e raiva se prendia na garganta.
— Droga! Dan, seus pais são tão… — Kiara soltou um suspiro frustrado que Dani ouviu com clareza; imaginou sua expressão e isso quase arrancou um sorriso — tão sufocantes! Por que não deixam você viver a própria vida? Ahhhh!
Houve alguns segundos de silêncio.
— E se…
Dani entendeu imediatamente o que Kiara queria dizer com aquela pausa sugestiva. A simples ideia a deixou tão nervosa que se sentou de um salto.
— NÃO! Eu não vou fugir de casa.
— É, eu imaginei. Você sempre faz isso.
— Faço o quê?
— Deixa os outros decidirem por você. — O tom