— Isabela está muito melhor — sussurrou Samara, enquanto colocava uma pilha de documentos sobre a mesa de Dante. Ele se limitou a responder com um som gutural. — Achei que gostaria de saber.
— Sim… tanto faz. — Dante perguntou em seguida: — Os poemas do caderno que te entreguei já foram editados?
Ele se sentiu genuinamente bem ao saber que Isabela estava melhor, mas não queria que Samara percebesse o quanto aquilo lhe importava.
— Sim, senhor Marroquín… já… já foram editados — respondeu Samara, com o semblante confuso e a voz hesitante.
— E onde está? — perguntou Dante, olhando ao redor.
— Onde está… quem? — a confusão no rosto de Samara só aumentou.
— O caderno de poemas. Onde está?
Na verdade, ele não queria o caderno; só precisava de uma desculpa para que Samara saísse da sala e o deixasse sozinho. Mandá-la buscá-lo parecia uma boa ideia.
— No departamento de edição — informou Samara. E, justamente quando Dante estava prestes a mandá-la ir buscá-lo, ela continuou: — O senhor mesmo