Henry estava no gramado, concentrado em empilhar blocos coloridos sobre uma manta estendida no chão. O sol do fim da tarde atravessava as árvores do jardim, recortando sombras suaves sobre o verde bem cuidado. Ele não falava, mas aceitava a presença de Helena com uma naturalidade silenciosa, empurrando um dos brinquedos na direção dela como convite. Helena se abaixou sem pressa, sentando-se perto o bastante para não invadir, mas próxima o suficiente para estar ali. Observou, comentou algo simples, acompanhou o ritmo dele. Nada forçado. Nada apressado. Do outro lado do jardim, a senhora Quinn observava em silêncio, braços cruzados à frente do corpo, expressão atenta demais para ser casual. Quando percebeu que Henry já não se afastava — pelo contrário, permanecia —, aproximou-se. — Senhorita Helena — chamou, com voz baixa, respeitando o momento. — Podemos falar um instante? Helena se levantou com cuidado, lançando um último olhar para o menino antes de seguir até a lateral do jardim.
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