Isadora Na manhã seguinte, a tensão na mansão era cortante. Eduardo sorria de longe, me dando espaço. Rafael estava quase invisível, trancado em seu escritório, o que era um alívio e uma ameaça. Eu tinha que ser inteligente. Eu não podia dar a Rafael mais munição, nem mais razões para me dominar. Combinamos que o jantar com Eduardo seria em um restaurante, e eu voltaria para casa de carro por aplicativo. Sem Porsche na porta, sem beijos de boa noite. Eu precisava de discrição total. O segundo jantar foi perfeito. Eduardo me esperou na porta do estabelecimento. Ele me levou a um bistrô discreto, acolhedor e longe dos holofotes. — Você está linda, Isa. — Eduardo sorriu, entregando-me a taça de vinho branco. — E parece relaxada. — Estou. É bom respirar fora daquela... prisão de vidro. Ele riu. — É a melhor definição que já ouvi. A conversa, desta vez, não se concentrou em traumas, mas em coisas leves e reais. — A propósito, você tem graduação em psicologia, — ele comentou. — É fas
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