Rafael
O amanhecer não me trouxe alívio. Só me trouxe a lembrança irritante do que vi pela janela do meu quarto às duas da manhã. O Porsche de Eduardo parando, os dois na porta da casa de hóspedes, e aquele beijo.
Eduardo não tinha o direito. Eu me senti roubado, e a possessividade era um veneno amargo.
Desci para o café da manhã. Estava bravo, sem paciência e pronto para descontar em quem ousasse falar.
Sofia tagarelava sobre os balões da festa. Eduardo, sentado à mesa, parecia diferen