Isadora
O despertar veio em ondas de dor latejante. Minha cabeça era um tambor sendo golpeado sem piedade, e a luz fraca que invadia o ambiente parecia mil vezes mais brilhante. Eu sentia um peso, uma pressão, e um cheiro... familiar demais. Um cheiro de vetiver, sândalo e pele quente.
Abri os olhos apenas o suficiente para reconhecer o teto. Não era o gesso simples da casa de hóspedes. Era alto, com molduras trabalhadas. O ar gelou em meus pulmões.
Eu gelei.
Meus músculos ficaram tensos sob