— Atrapalho? — A voz irritante de Eduardo.
Nós nos separamos com um movimento brusco e ensaiado. Eu me afastei para o canto, sentindo o calor residual nas minhas mãos. A raiva pela interrupção foi imediata.
— Não — Isadora respondeu, rápido demais.
— Sim — Eu retruquei, no mesmo instante, a voz cortante como lâmina.
Eduardo não se incomodou com a minha resposta. Ele ignorou meu olhar glacial e se dirigiu a Isadora, com aquele sorriso fácil e a atenção descarada que me davam nos nervos.
— P