— Atrapalho? — A voz irritante de Eduardo.
Nós nos separamos com um movimento brusco e ensaiado. Eu me afastei para o canto, sentindo o calor residual nas minhas mãos. A raiva pela interrupção foi imediata.
— Não — Isadora respondeu, rápido demais.
— Sim — Eu retruquei, no mesmo instante, a voz cortante como lâmina.
Eduardo não se incomodou com a minha resposta. Ele ignorou meu olhar glacial e se dirigiu a Isadora, com aquele sorriso fácil e a atenção descarada que me davam nos nervos.
— Percebi você longe da festa, Isa. Pareceu meio pálida. O que houve?
— Ah, só uma dor de cabeça — Isadora respondeu. Ela ainda estava irritada.
— Dor de cabeça é o preço da má companhia. — Eduardo sorriu, mas o olhar dele era para mim. Uma provocação infantil. Ele tirou um pequeno frasco do bolso. — Tenho um excelente analgésico. Toma. É bem melhor do que ter que lidar com certos estresses.
O filho da mãe estava distribuindo remédios. Remédios. Ele estava fazendo o papel do gentil e prestativo,