CayoEu tava uma pilha. Fazia dias que o número da Analu tava queimando no meu celular, como se fosse uma bomba-relógio. Toda vez que eu abria o contato dela, “Analu”, meu dedo pairava sobre o botão de ligar, mas a bad batia forte. E se ela não respondesse? E se risse da minha cara? Uma patricinha como ela, com a vida perfeita, ia querer o quê com um cara como eu? Um motoboy da quebrada, com a conta no vermelho e uma vida cheia de problema? Mas, porra, eu não conseguia tirar ela da cabeça. O beijo na boate, o jeito que ela riu contra minha boca, o calor do corpo dela colado no meu... aquilo me pegou. Me pegou pra valer.Na quarta, depois de uma manhã inteira de corre — entregando documento no Centro, almoço em Ipanema, remédio em Botafogo —, eu sentei no sofá velho de casa, com o Zyon dormindo no colchão do chão, e decidi. Foda-se a bad. Vou mandar a mensagem. Se ela me ignorar, pelo menos eu tentei. Peguei o celular, respirei fundo e digitei:📲 Eu: E aí, princesa, curte rock? Tem u
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