Analu
Eu tava perdida. Perdida no Cayo, no jeito que ele me fazia sentir, no jeito que ele bagunçava tudo que eu achava que era certo. Cada encontro com ele era como pular de um penhasco: assustador, excitante, viciante. Depois do show de rock no barzinho, com aquele beijo na porta que me deixou sem ar e o toque dele queimando na minha pele, eu sabia que não tinha mais volta. Ele tava cravado em mim, como uma música que não sai da cabeça, e tudo em mim queria ele. Mas, ao mesmo tempo, o peso das mentiras que eu contava pros meus pais e o medo do que eu ainda não sabia sobre ele tavam começando a me sufocar.
Era quinta-feira, e eu tava no meu quarto, deitada na cama com os fones de ouvido, tentando me convencer que podia voltar atrás. Que podia apagar o número dele, ignorar as mensagens, fingir que ele nunca existiu. Mas aí o celular vibrou, e meu coração disparou antes mesmo de eu ver o nome dele na tela.
📲 Cayo: E aí, princesa? Tô com saudade do teu sorriso metido. Que tal uma volta