Cayo
Eu tava uma pilha. Fazia dias que o número da Analu tava queimando no meu celular, como se fosse uma bomba-relógio. Toda vez que eu abria o contato dela, “Analu”, meu dedo pairava sobre o botão de ligar, mas a bad batia forte. E se ela não respondesse? E se risse da minha cara? Uma patricinha como ela, com a vida perfeita, ia querer o quê com um cara como eu? Um motoboy da quebrada, com a conta no vermelho e uma vida cheia de problema?
Mas, porra, eu não conseguia tirar ela da cabeça. O b