Cayo
Porra, eu tô na merda. Tô na merda e sei disso. A loirinha, a Analu, tá cravada na minha cabeça como um prego que não sai, e eu não consigo parar de pensar nela. No beijo na boate, no jeito que ela riu contra minha boca, no calor do corpo dela colado no meu. Foi como se, por um segundo, eu fosse mais que o Cayo da quebrada, mais que o cara que rala como motoboy e vive com o dinheiro contado.
Mas aí a realidade bate, e eu sei: ela é de outro mundo. Uma patricinha que vive em mansão, com mo