Naquela noite, Isabela dormiu no apartamento dele — não porque havia sido planejado, mas porque nenhum dos dois sentiu que era o momento de se despedir. Não houve urgência, nem precipitação. Apenas um entendimento silencioso de que ir embora seria interromper algo que finalmente estava se alinhando. Dante preparou o sofá com uma precisão quase irritante — travesseiro arrumado, manta dobrada, distância respeitada. — Você pode usar o quarto se preferir — ele disse, apoiando as mãos no encosto do sofá. — Não — ela respondeu, suave. — Aqui está ótimo. Ele assentiu, mas havia algo no olhar — uma mistura de respeito e desejo contido — que fez o ar entre eles mudar. — Então boa noite, Isabela. — Boa noite, Dante. Quando ele apagou as luzes, o apartamento ficou mergulhado em meia-escuridão. Ela ouviu o som dos passos dele se afastando, depois o clique suave da porta do quarto. Isabela fechou os olhos e, pela primeira vez em dias, adormeceu sem que a ansiedade tomasse espaço. A manhã c
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