A tensão no ar era quase palpável enquanto Isabella segurava o envelope. Seus dedos não tremiam — mas havia uma consciência nova no movimento, como se abrir aquele papel fosse semelhante a puxar um gatilho. Ela sabia: depois dali, nada voltaria a ser simples. Rasgou a aba com cuidado. O som, ainda que suave, ecoou no ambiente como um anúncio — um limite sendo cruzado. Dentro havia três itens. O primeiro era uma lista. Os nomes, escritos em letra firme e sem adornos, ocupavam duas páginas inteiras. Alguns ela reconheceu imediatamente — figuras políticas, empresários, magnatas. Outros soavam vagamente familiares, talvez de notícias ou eventos sociais. Mas depois, conforme lia mais fundo, encontrou nomes que jamais deveria ter visto. Gente que operava nas sombras. Pessoas que não existiam oficialmente. — Isso é… — ela começou, mas a frase morreu antes mesmo de se formar. — É um mapa — corrigiu Dante. — Não de lugares, mas de influência. Luca acrescentou, com a voz baixa: — E voc
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