Algo toca meu braço de leve, insistente o bastante para me arrancar de um torpor pesado. Levo alguns segundos até conseguir abrir os olhos por completo. A visão está turva, o corpo rígido, dolorido, como se eu tivesse passado a noite inteira lutando contra algo invisível. Quando finalmente entendo onde estou, percebo que devo ter adormecido no corredor, do lado de fora da porta do quarto.Francisco me chama de chefe, a voz baixa, cautelosa, como se tivesse medo de me despertar por inteiro.Forço meus músculos a cooperarem enquanto me levanto. Cada movimento dói mais do que deveria. Pergunto o que houve, tentando manter a voz firme, embora eu saiba que não estou enganando ninguém.Ele observa o corredor, depois a porta atrás de mim, e então volta o olhar para o meu rosto. Pergunta se eu dormi ali a noite toda. Respondo apenas com um aceno rígido. Não é típico dele se intrometer assim, mas também não é um dia típico.Francisco diz que tem algumas atualizações. Pergunta se prefiro conver
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