Capítulo 213

Algo toca meu braço de leve, insistente o bastante para me arrancar de um torpor pesado. Levo alguns segundos até conseguir abrir os olhos por completo. A visão está turva, o corpo rígido, dolorido, como se eu tivesse passado a noite inteira lutando contra algo invisível. Quando finalmente entendo onde estou, percebo que devo ter adormecido no corredor, do lado de fora da porta do quarto.

Francisco me chama de chefe, a voz baixa, cautelosa, como se tivesse medo de me despertar por inteiro.

Forço meus músculos a cooperarem enquanto me levanto. Cada movimento dói mais do que deveria. Pergunto o que houve, tentando manter a voz firme, embora eu saiba que não estou enganando ninguém.

Ele observa o corredor, depois a porta atrás de mim, e então volta o olhar para o meu rosto. Pergunta se eu dormi ali a noite toda. Respondo apenas com um aceno rígido. Não é típico dele se intrometer assim, mas também não é um dia típico.

Francisco diz que tem algumas atualizações. Pergunta se prefiro conver
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