Algo toca meu braço de leve, insistente o bastante para me arrancar de um torpor pesado. Levo alguns segundos até conseguir abrir os olhos por completo. A visão está turva, o corpo rígido, dolorido, como se eu tivesse passado a noite inteira lutando contra algo invisível. Quando finalmente entendo onde estou, percebo que devo ter adormecido no corredor, do lado de fora da porta do quarto.
Francisco me chama de chefe, a voz baixa, cautelosa, como se tivesse medo de me despertar por inteiro.
Forç